quinta-feira, 25 de agosto de 2011

FORJÃES NA ROTA AZULEJAR DO MESTRE JORGE COLAÇO - V

Por: Manuel Albino Penteado Neiva


II - GRUPO – A EPOPEIA DOS DESCOBRIMENTOS

PAINEL 3 – VASCO DA GAMA E ALEXANDRE MAGNO

Preenche o alçado nascente da Sala de Secretaria.
Painel 3 – Painel de teor histórico “Vasco da Gama e Alexandre Magno”
Pintura a azul-cobalto com moldura
Produção da Fábrica de Sacavém (?)
Pintor – Jorge Colaço, 25 de Março (?) de 1933
Ao longo da narração dos Lusíadas surgem-nos várias figuras mitológicas da Índia nomeadamente Baco ou Semíramis, ou então recua-se na história a surge-nos a descrição de Alexandre Magno que afirma ser, não o filho de Filipe da Macedónia, mas sim de Júpiter.
É na estrofe 20, Canto VII dos Lusíadas que se descreve esta figura, este “potente Imperador” que recebe Vasco da Gama sentado e recostado numa rica camilha. No corpo cinge um pano de ouro e na cabeça uma coroa de preciosas gemas.

“ Um grande Rei, de lá das partes onde
O Céu volúbil, com perpétua roda,
Da terra a luz solar co’a Terra esconde,
Tingindo, a que deixou, de escura noda,
Ouvindo do rumor que lá responde
O eco, como em ti da Índia toda
O principado está e a majestade,
Vínculo quer contigo de amizade.”
Lusíadas, Canto VII, Est. 32



PAINEL 4 – DESCOBERTA DO BRASIL E PEDRO ÁLVARES CABRAL

Quadro A e Quadro B

Este Painel é composto por dois quadros. Localiza-se no alçado poente da Sala da Secretaria.


QUADRO 4A

Andam nus e se alguns se cobrem são os nobres, com vestidos que fazem de penas de papagaios e outras aves de diversas cores, tecidos com fio de algodão; os vestidos são umas fraldas que lhes chegam da cintura até aos joelhos, e barretes, e umas tiras ou capelas que põem à volta dos braços, como manilhas, tudo das mesmas penas
In – Carta de Pêro Vaz de Caminha


QUADRO 4B

“ Ao Domingo de Pascoela, pela manhã, determinou o Capitão de ir ouvir missa e pregação naquela ilha. Mandou a todos os Capitães que se aprestassem nos batéis e fossem com ele. E assim foi feito. Mandou naquele ilhéu armar pavilhão e dentro dele levantar um altar muito bem corrigido. E ali com todos nós outros fez dizer missa … Ali era com o Capitão a bandeira de cristo com que saiu de Belém, a qual esteve sempre levantada, da parte do Evangelho”.
In “Carta de Pêro Vaz de Caminha”



 
III – GRUPO – ÁFRICA E O ORIENTE

PAINEL 5 – A TOMADA DE CEUTA

Painel 5 – Painel de teor histórico “O Infante D. Henrique na tomada de Ceuta em 1415”
Pintura a azul-cobalto com moldura (168 azulejos)
Produção da Fábrica de Sacavém (?)
Pintor – Jorge Colaço, 27 de Agosto de 1933

Preenche o alçado Sul da Sala de Biblioteca
Ceuta, cidade rica, era ponto estratégico para novas expedições contra o islamismo.
A sua conquista foi, segundo os cronistas da época, rápida porque os mouros foram apanhados de surpresa.
Houve, de facto, grande mortandade e pilhagens.
No ar havia o cheiro a pimenta, a canela e a outras drogas e especiarias. Em grandes talhas eram conservados o azeite e o mel.



PAINEL 6 – D. AFONSO DE ALBUQUERQUE E A TOMADA DE ORMUZ

Painel 6 – Painel de teor histórico “D. Afonso de Albuquerque e a tomada de Ormuz em 25 de Setembro de 1507”
Pintura a azul-cobalto com moldura (168 azulejos)
Pintor – Jorge Colaço, 11 de Maio de 1933

Preenche o alçado Norte da Sala de Biblioteca
“Albuquerque entrava no porto de Ormuz, precedido pela fama e pelo terror dos seus feitos. Os Capitães das naus, vendo a grandeza da cidade, a infinidade de navios que coalhavam o porto e a muita gente de cavalo que acedia à praia ficaram assombrados e dirigiram-se ao Capitão-Mór, fazendo-lhe ver quam temerária e arriscada era a empresa de acometer a terra e aquela armada”.



IV – GRUPO – A CONSOLIDAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL

PAINEL 7 – A BATALHA MILAGROSA

Painel 7 – Painel de teor histórico “D. Afonso Henriques na Batalha de Ourique – O Milagre de Ourique em 25 de Julho de 1139”
Pintura a azul-cobalto com moldura (168 azulejos)
Pintor – Jorge Colaço, 30 de Setembro de 1933

Esta célebre batalha decorreu nas charnecas de Ourique, no Baixo Alentejo.
Ismar, o Rei Mouro, convocou todos os exércitos mouros para combater as tropas de D. Afonso Henriques.
O nosso primeiro Rei apelou aos seus valentes soldados que aquela era uma guerra santa e que em virtude daquele ser o dia de Santiago – o Mata-mouros, este ajudaria os exércitos portugueses e daria a vitória aos cristãos.
Os mouros foram, de facto, derrotados e aceitou-se que esta vitória de deveu a um milagre.
Algumas teses defendem que foi neste campo de batalha que pela primeira vez se gritou a bom som “Real, Real, por El-Rei D. Afonso Henriques de Portugal”.


PAINEL 8 – A BATALHA DE ALJUBARROTA

Painel 8 – Painel de teor histórico “A Batalha de Aljubarrota – 15 de Agosto de 1385”
Pintura a azul-cobalto com moldura (168 azulejos)
Pintor – Jorge Colaço, 27 de Setembro de 1933

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