domingo, 18 de junho de 2017

POR TERRAS DO ALTO DOURO
UMA VISITA ÀS ALDEIAS VINHATEIRAS
Corpo de Deus de 2017

Manuel Albino Penteado Neiva



Não são necessários muitos dias, nem mesmo percorrer muitos quilómetros, tão pouco sair de Portugal, para visitar um território cheio de história, de “estórias” e, sobretudo, prenhe de gente afável e acolhedora.
Decidimos, desta vez, pelo Vale do Douro, no encalço das magníficas Aldeias Vinhateiras que ganharam esta denominação a partir de 2001. A todas elas o mesmo denominador comum – o vinho do Douro.
Depois de percorrer uma das estradas mais bonitas do mundo, e nunca é demais dizer que foi considerada por organismos internacionais como “a melhor estrada para condução do mundo” – World’s Best Driving Road – seguindo-lhe a Big Sur, na Califórnia, eis-nos perante uma rota formada por seis aldeias, algumas excelentemente requalificadas, protegidas, com os espaços e edifícios reabilitados, pese embora com um problema de raiz – a desertificação humana.
Falamos com as pessoas – pequenos grupos de idosos que procuram, nas pequenas praças, a sombra das árvores. Não faltavam palavras de elogio, de vaidade à sua terra, à sua linda terra, contaram-nos “estórias”, mais ou menos fantasiadas mas sempre a puxar à ancestralidade do seu terrunho, apontavam este ou aquele monumento “construído no tempo dos mouros”, uma ou outra pedra que lhes “falava de coisas do antigamente”. Apontando para uma casa com passadiço, e mais outra, e outras além, recordaram-nos os judeus que aí moravam e que preservavam, ao máximo, a sua identidade e as suas práticas religiosas. Dizia-nos um barquense, enquanto nos conduzia por entre os “pipos” da sua adega, que na sua rua moravam Novos Cristãos – para ele era indiferente chamarem-se de Cristãos-Novos. Sabia, isso sim, que entre eles rezavam coisas diferentes – sempre à escondida. Quem sabe se essa mesma casa era a de Catherina Antónia, uma cristã-nova, que aqui morava, e que, com 75 anos, ainda foi presa duas vezes, por prática de judaísmo? Quem sabe, avalizando com acenar da cabeça, o nosso guia Faustino.
Um idoso, em cujo rosto sulcavam rugas de 90 anos, juntou-se ao grupo. Falava, com paixão, da sua aldeia mas, abanando a cabeça lá foi dizendo – e os novos, onde estão? Vão mas não tornam.
São terras com muita história e, se quisermos, terras com verdadeiras bibliotecas vivas mas com o medo de não terem a quem passar o testemunho.
O nosso percurso começou pela margem esquerda do Douro.
No Peso da Régua inflectimos para sul e paramos em Lamego. Era dia do Corpo de Deus e, por tradição, dia de sair, da Sé, a imponente procissão. Depois de uma visita ao Santuário da S.ra dos Remédios e ao seu imponente escadório, partimos para Cárquere, concelho de Resende, mais precisamente na encosta norte da Serra de Montemuro, para visitar o emblemático Mosteiro de Santa Maria de Cárquere, monumento
nacional desde 1910, e integrado na Rota do Românico. Perante um monumento que se liga,  

intimamente, aos primeiros anos da nacionalidade e às pessoas que foram protagonistas dessa história, Egas Moniz e D. Afonso Henriques – anda este templo associado, ainda, ao milagre da cura do nosso primeiro monarca. Aqui se edificou o panteão da família Resende, pelo menos, até ao século XV.

Do período românico já são poucos os vestígios mas, mesmo assim, estamos perante um complexo arquitectónico interessante, classificado mas, infelizmente muito pouco dignificado e preservado. A visita ao interior do templo só poderá ser efectuada por marcação prévia o que, para um monumento com toda esta carga histórica e simbólica, é de lamentar. Sobre o panteão dos Resende, é triste ver as condições de abandono quer da capela quer dos arcazes tumulares, completamente ao sabor do tempo pois nada está resguardado a não ser uma velha porta/grade, em ferro. Por aí abunda o lixo, o pó e o verdete nas paredes. As inscrições estão, praticamente, ilegíveis.
Daí demos um “pulo” à Ponte de Carcavelos, sobre o Rio Corvo, em Cárquere, classificada de Interesse Público em 2012. Estamos perante um monumento ligado à rede viária, dotado de um imponente arco de volta perfeita. Foi-lhe atribuída uma zona de protecção. Grande desilusão. O estado de abandono é notório e não se vislumbra qualquer interesse na sua dignificação a não ser a placa que indica “Monumento Classificado”. No local não há qualquer referência histórica à ponte.
Na passagem, fizemos um pequeno desvio para Tarouca para visitar a Igreja românico/gótica de S. Pedro de Tarouca. Um templo iniciado no século XII (1163) e profundamente alterado no século XVI e XVII. Há quem defenda ter sido este, um dos primeiros mosteiros cistercienses em Portugal. Sabe-se que em 1297, o rei D. Dinis terá feito a doação desta igreja ao Mosteiro de Salzedas.
Chegamos ao início da nossa visita às Aldeias Vinhateiras – UCANHA mas antes, como não poderia deixar de ser, passamos pela freguesia Dálvares e aí olhar, com respeito, para a Casa do Paço, um edifício senhorial que pertenceu a Egas Moniz e aos seus descendentes.
Começamos a descer, lentamente, a rua principal, e única, de Ucanha com uma
extensão aproximada de 500 metros. Meio quilómetro de surpresas e coisas lindas, seccionado em três níveis, o primeiro é designado por Cimo da Rua, ou Rua de Santo António, pois aqui existe uma pequena capela em sua honra; o segundo, Meio da Rua, ou Rua do Pelourinho ou ainda Rua Senhora da Ajuda; o terceiro chamado de Fundo da Rua ou Rua da Torre, e aqui, junto desta, num pequeno largo, estaria o hospital ou albergaria.
A Ponte, com a sua torre fortificada, constitui um conjunto arquitetónico medieval único no país.
Aqui nasceu, em 1858, o eminente arqueólogo e Etnólogo, que bem conhecia a terra de Vila Chã, José Leite de Vasconcelos.
Depois de uma subida à torre, apreciar a exposição sobre a Vida e Obra de Leite de Vasconcelos, depois de percorrer, pari e passu, a vetusta ponte, agora sem portagem, e imaginar o frenesim dos monges de Salzedas no controle dos transeuntes, metemos pés ao caminho e fomos até SALZEDAS.
Aqui viveu D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques. E também aqui viveu, em criança,
este nosso monarca, que teve, ainda infante, como aia D. Teresa Afonso, mulher de Egas Moniz, que mandou edificar, no século XII, o Magnífico Mosteiro Cisterciense de Santa Maria de Salzedas que, agora, nos recebe, e que já foi um dos maiores e mais ricos mosteiros portugueses. Mesmo ao lado, a poucos metros, o Bairro do Quelho, tristes ruinas da antiga judiaria, vestígio de um velho bairro medieval, tão degradado que mete dó. Foi este o primitivo núcleo habitacional de Salzedas que se forma em torno do mosteiro. Esta visita a Salzedas só pode terminar com um lamento e um pedido a quem de direito: - cuidem do nosso património como deve ser e deixemo-nos de fazer de conta. Será que os vários ministros que passaram pela cultura, algum dia visitaram Salzedas? Acredito que não. Se o fizeram, ignoraram a sua história e, assim, prestaram um mau serviço à cultura nacional. Registei o meu desconforto no Livro de Visitantes do Mosteiro de Salzedas.
A viagem continuou, com passagem por Armamar – uma terra de Emoções. Daqui seguimos para o concelho de Tabuaço e fomos ao encontro de BARCOS numa das encostas do rio Távora. Já foi sede concelhia ente o século XIII e o XIX. È aqui que se localiza o românico santuário de Santa Maria do Sabroso em cujo adro estão depositadas imensas tampas de sarcófagos, insculpidas de cruzes, espadas e outros ornamentos que denunciam o estatuto nobre e cavaleiresco daqueles a quem pertenceram.

Chegados à aldeia, mais precisamente ao largo fronteiro à Igreja Matriz, classificada como Monumento Nacional, também esta de estilo românico, deparamos com um grupo de pessoas que, desde logo mostraram a sua simpatia e calorosa forma de acolher quem os visita. Visitamos o seu casco histórico começando, precisamente, pela Casa da Roda ou Casa dos Expostos e logo a seguir a Fonte Velha. Visitamos o que resta do Solar dos Condes de Marialva, o antigo edifício da Colegiada, dos Paços do Concelho e o Solar dos Cunhas.
Deixamos Barcos com vontade de voltar.
Antes de ir ao encontro de mais uma aldeia Vinhateira ainda houve tempo para revisitar o templo românico de S. Pedro das Águias, localizado na Granjinha, ainda em Tabuaço. Somos recebidos por um painel com um poema de Miguel Torga de dedicado a S. Pedro das Águias onde aborda a paz e a inquietação que este lugar nos traz.
Localizado num desfiladeiro, no fundo de um vale onde as paredes se erguem a pique, e
correm as águas cristalinas do Távora. Por entre o arvoredo engue-se este misterioso ermitério ao qual se prende a lenda do Abade Gelásio ter casado D. Tedon, cavaleiro cristão, com a princesa moura Ardinga. Estamos perante um templo românico, detentor de elementos decorativos zoomórficos de rara beleza e cenas de decapitações que, dão força à lena da decapitação de Ardinga. Pena é que energúmenos tenham maltratado as paredes deste secular monumento com “grafitis” de mau gosto.
Chegamos a TREVÕES e ao concelho de S. João da Pesqueira. Logo a identificamos como terra de grande espiritualidade, não faltando, no seu aro, templos religiosos. Terra de nascimento do filósofo José Maria da Cunha Seixas e escolhida para férias e descanso do nosso treinador da selecção nacional Fernando Santos.
Percorrer as ruas e vielas de Trevões é encontrar, ao virar da esquina, uma casa
solarenga ou uma capela. Aqui, a história deste burgo é-nos recriada no Museu Etnográfico ou, então, no Museu de Arte Sacra e Oficina de Cultura de Trevões.
Mesmo em frente à Igreja Matriz ergue-se o Solar do Paço Episcopal que pertenceu aos bispos de Lamego, depois aos Viscondes de Fragosela, hoje da família Eurico Figueiredo.
Um dos edifícios marcantes da arquitectura civil de Trevões é o imponente solar, do século XVII, dos Caiados ou dos Melos.
O destino, agora, é a margem direita do Rio Douro.
Fizemos a sua travessia no Pinhão, já no concelho de Alijó, usando a centenária ponte sobre o Douro.
Paramos, um pouco para apreciar o excelente conjunto azulejar da sua estação ferroviária, produzidos pela fábrica Aleluia.
Não foi por acaso que esta paisagem do Alto Douro Vinhateiro foi classificada, em 2001, como Património da Humanidade. As condições mesológicas e climáticas são únicas e transforma-a numa paisagem cultural e de beleza excepcional.
Subimos em direcção ao concelho de Sabrosa e, a meio caminho entre este concelho e o
Pinhão, vamos ao encontro de PROVESENDE, uma das mais antigas povoações de Portugal. Terá sido aqui que nasceu o navegador Fernão de Magalhães e por aqui pululam solares e casas brasonadas com enfoque especial para a Casa da Calçada. No centro da aldeia ergue-se um interessante Pelourinho e, muito perto deste, a Fonte Velha, um interessante monumento
barroco, mandada construir pelo Arcebispo de Braga, D. José de Bragança, em 1755. Curiosamente foi aqui que Joaquim Pinheiro de Azevedo Leite Pereira, um viticultor duriense, começou a combater a filoxera, praga do século XIX, que quase destruiu a cultura do vinho do Porto.
A última etapa foi FAVAIOS no concelho de Alijó, em plena Serra de Vilarelho. Alguém escreveu que “Favaios é uma vila perdida no meio de um imenso Douro”.
Antiga Flávia romana apresenta vestígios que remontam à Idade do Ferro.

As suas ruas estão ladeadas por casas brasonadas, com destaque para a Casa de Lopo Vaz Moutinho, e interessantes monumentos religiosos.


sábado, 4 de junho de 2016

MEDALHÍSTICA DO CONCELHO DE ESPOSENDE
III



MEDALHA N.º 11
Data: 1992
Entidade Promotora : Câmara Municipal de Esposende
Autor: Jorge Vasconcelos
Módulo : Circular – 80 m/m
Emissão : 500 exemplares em bronze, numerados

ANVERSO:
Descrição : Em campo pleno o Brasão de Vila, de Esposende
Leitura :

REVERSO :
Descrição : A Ponte tendo como fundo a Vila de Fão
Leitura : No campo superior – “ 1892 – 1992 “
               No campo inferior – “ Engenheiro Abel Maria Mota; Empresa – Indústria Portuguesa Santo Amaro Lisboa; Inauguração – 7 de Agosto de 1892; Nome Oficial – Ponte D. Luís Filipe “.
NOTAS : Trabalhamos com base na Medalha N.º 101



MEDALHA : N.º 12Data: 1992Entidade Promotora : Forjães Sport Clube
Autor: Mendanha (Pintor)
 Módulo :Circular – 90 m/m
 Emissão : 300 exemplares em bronze

ANVERSO:
Descrição : Alegoria ao futebol, possuindo uma bola e uma bancada.
 Leitura :

REVERSO :
Descrição : Arranjo plástico à base do número 25
 Leitura : Em círculo “ Forjães Sport  Clube – 15.04.1967 – 1992 – Aos que o fizeram e o continuam “. Ao centro “ F. S. C. – 25 “

NOTAS : Trabalhamos com base na medalha N.º 298




MEDALHA : N.º 13
Data: 1992
Entidade Promotora : Esposende Rádio
Autor:
Módulo : Circular – 80 m/m
Emissão :

ANVERSO:
Descrição : Em campo pleno o logotipo da Esposende Rádio
Leitura : “ Rádio de Esposende – 93.2 FM – Uma rádio com prazer – II Aniversário “

REVERSO :
Descrição :
Leitura :
NOTAS: O logotipo da Rádio de Esposende é esmaltado a branco, verde, amarelo e negro “





MEDALHA: N.º 14
Data: 1992
Entidade Promotora : Futebol Clube de Marinhas
Autor: Adolfo
Módulo : Circular – 80 m/m
Emissão : 500 exemplares em bronze
Fundição : Cunharte

ANVERSO:
Descrição : entre uma palma o emblema do Futebol Clube de Marinhas.
Leitura : Em círculo “ Futebol Clube de Marinhas – 25 Anos “

REVERSO :
Descrição :
Leitura : Na parte central  “ 1967 – 1992 – Ao serviço da Comunidade e do Desporto “. Num listel, na parte inferior, “Amor – Valor – Dedicação “.



MEDALHA : N.º 15
Data: 1992
Entidade Promotora : Câmara Municipal de Esposende
Autor: Jorge Vasconcelos (Escultor)
Módulo : Circular – 80 m/m
Emissão : 500 exemplares em bronze, numerados

ANVERSO:
Descrição : Em campo pleno o brasão de vila de Esposende
Leitura :

REVERSO :
Descrição : Em campo pleno o edifício da Câmara Municipal, fachada sul.
Leitura : No pé da medalha “... ey por bem e me praz de fazer villa o dito lugar d’Esposende ... el rey D. Sebastião – 19 de Agosto de 1572 “
NOTAS : Trabalhamos com base na medalha N.º 500
               Curiosamente possuímos uma Medalha, retirada da circulação, que continha um erro de data. Em vez de 19 de Agosto tinha 15 de Agosto. As restantes medalhas com o referido erro foram refundidas.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

MEDALHÍSTICA DO CONCELHO DE ESPOSENDE
II

MEDALHA : N.º 6



Data: 1988

Entidade Promotora : Junta de Freguesia de Apúlia

Autor: Jorge Coelho

Módulo : Circular – 80 m/m

Emissão : 300 exemplares em bronze, numerados.


ANVERSO:

Descrição : Em campo pleno um par de sargaceiros, tendo como fundo o mar. Na praia vê-se um barco e alguns apetrechos da faina do sargaço.

Leitura :

REVERSO :

Descrição : Uma palma


Leitura : “ Apúlia – Elevação a Vila – aprovada em Assembleia da República em 11 de Março – 88 – Lei N.º 47/88 de 19 de Abril “

NOTAS : Trabalhamos com base na Medalha N.º 100

MEDALHA : N.º 7


Data: 1990

Entidade Promotora : Caixa de Crédito Agrícola Mútuo - Esposende

Autor:

Módulo : Circular – 80 m/m

Emissão : 300 (?) exemplares em bronze

ANVERSO:

Descrição : Símbolo do Crédito Agrícola Mútuo

Leitura : “ Crédito Agrícola Mútuo – Uma raiz no País “

REVERSO :

             Descrição : No campo central uma alegoria aos pescadores de Esposende, através de uma rede. Vê-se, também, objectos  alusivos à agricultura e à apanha do sargaço. No campo superior da medalha, à esquerda, aparece o brasão de Esposende. Na parte inferior vê-se a silhueta de Esposende, vista do rio.
Leitura : “ C.C.A.M.Esposende – Fundada em 1937 “

MEDALHA : N.º 8

 Data: 1990


Entidade Promotora : Núcleos Cicloturísticos de Forjães e Barroselas

Autor: Mendanha (Pintor)

Módulo : Circular – 50 m/m

Emissão : 500 exemplares em bronze

ANVERSO:

Descrição : No campo central uma alegoria, estilizada, ao ciclismo

Leitura : Em círculo “ Núcleos Cicloturísticos de Forjães e Barroselas “

REVERSO :

Descrição : Contém um gráfico representando o Itinerário da Prova.

Leitura : Ao centro “ 8.7.90 – Forj. , Barc., Amare. , Esp.  “

MEDALHA : N.º 9


Data: 1990

Entidade Promotora : Governo Civil de Braga

Autor: J. Veiga

Módulo : Circular – 90 m/m

Emissão : 300 exemplares em bronze

Fundição : Renautus (?)

ANVERSO:

                Descrição : Ao centro a esfera armilar com o escudo das quinas. À sua volta os brasões dos 13 concelhos que formam o Distrito de Braga

Leitura :

REVERSO :

                Descrição: Ao centro e tendo por fundo o mapa do distrito de Braga, o Palácio dos Falcões, sede do Governo Civil de Braga.

Leitura : “ Governo Civil do Distrito de Braga “

NOTAS: Trabalhamos com base na Medalha 130

MEDALHA : N.º 10


Data: 1992

Entidade Promotora : Câmara Municipal de Esposende

Autor: Jorge Vasconcelos

Módulo : Circular – 80 m/m

Emissão : 500 exemplares em bronze

ANVERSO:

Descrição : Em campo pleno o Brasão da Vila de Esposende

Leitura:

REVERSO:

Descrição: Em campo pleno a Ponte, tendo como fundo a Vila de Fão

           Leitura: No campo superior da Medalha . “ Engenheiro – Abel Maria Mota; Empresa – Indústria Portuguesa Santo Amaro – Lisboa; Inauguração – 7 de Agosto de 1892; Nome Oficial – Ponte D. Luís Filipe "No campo inferior – “ 1892 – 1992 “

NOTAS: Esta Medalha foi rejeitada pela Câmara Municipal pois não correspondia à maqueta previamente aprovada. Foi refundida e feita nova Medalha.



quarta-feira, 11 de maio de 2016

MEDALHÍSTICA DO CONCELHO DE ESPOSENDE
I


MEDALHA: Nº 1

Data: 1972
Entidade Promotora: Câmara Municipal de Esposende
Autor: L. Inácio
Módulo: Circular – 70 m/m
Emissão: 250 (?) exemplares em bronze: 3 exemplares em prata

ANVERSO:

Descrição: Em destaque o busto de El Rei D. Sebastião.
Leitura: Em círculo “IV Centenário da Vila e do Concelho –1572-1972 “

REVERSO:
Descrição: Ao centro o brasão antigo da Vila de Esposende. Na parte inferior, do lado esquerdo, um velho pescador sentado num barco, vendo-se uma das guaritas do forte de S. João Baptista; do lado direito, uma caravela. Como pano de fundo a ondulação do mar.
Leitura: Na parte superior, em listel “ Câmara Municipal de Esposende “

NOTAS: Com a Revolução de Abril de 1974, as medalhas que existiam na Câmara Municipal de Esposende, desapareceram.
Um dos exemplares em prata for a oferecido ao Prof. Marcelo Caetano, então Presidente do Conselho de Ministros de Portugal. Mais tarde, aquando a sua morte, esta Medalha foi colocada à venda e a Câmara Municipal de Esposende, dado o simbolismo que a mesma arrastava, procedeu à sua aquisição.
Um outro exemplar em prata desta medalha foi oferecido ao Dr. Mota Campos, então Ministro de Estado. 


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MEDALHA: N.º 2

Data: 1979
Entidade Promotora: Editor – David Jorge Pereira
Autor: Inácio Santos
Módulo: circular – 80 m/m
Emissão: 70 exemplares em bronze, numerados
Cunhagem: Disart

ANVERSO:

Descrição: Busto de Mestre Henrique Medina, tendo como base de estudo o busto de Leopoldo de Almeida.
Leitura: “ Henrique Medina “


REVERSO:

Descrição: No campo central, uma mão com o pincel e a paleta das tintas.
Leitura: “ 70 Anos de Pintura – 1910 – 1979 – Pela Arte “



NOTAS: O Busto do Leopoldo de Almeida encontra-se na Praça Dr. Fonseca Lima, em Esposende. A Medalha é Comemorativa dos 70 anos de vida artística do Mestre Henrique Medina.
Trabalhamos com base na Medalha N.º 28.


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MEDALHA: N.º 3

Data: 1980
Entidade Promotora: Editor – David Jorge Pereira
Autor: José de Moura
Módulo: Circular – 90 m/m
Emissão: 500 exemplares em bronze

ANVERSO:

Descrição: Busto do Mestre Henrique Medina, tendo na mão um pincel.
Leitura: “ Medina “
 
REVERSO:

Descrição: Em campo pleno, duas sargaceiras.
Leitura: Ao pé da medalha – “ À espera do sargaço “


NOTAS: Curiosamente, conhecemos uma versão um pouco diferente desta medalha. Por baixo da legenda do reverso aparece a inscrição “Neiva”.
O desenho do reverso tem por base um trabalho pictórico de Mestre Henrique Medina.
Trabalhamos com base na Medalha N.º 470



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MEDALHA: N.º 4

 Data: 1984

Entidade Promotora: Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia
Autor: Escultor Jorge Vasconcelos
Módulo: Circular – 70 m/m
Emissão: 300 exemplares em bronze

ANVERSO:

Descrição: Um sargaceiro tendo como fundo o mar e três gaivotas.
Leitura: “ Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia “

REVERSO:

Descrição: Uma palma

Leitura: “ 50.º Aniversário – 1934 – 1984 “



NOTAS: Trabalhamos com base na Medalha N.º 77



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MEDALHA: N.º 5

 Data: 1986

Entidade Promotora: Associação dos Bombeiros Voluntários de Esposende
Autor: Escultor Eduardo Leitão
Módulo : Circular – 80 m/m
Emissão : 500 exemplares em bronze, numerados
Cunhagem : Cunharte - Adolfo

ANVERSO:
                 Descrição: Ao centro as Armas de Esposende (Antigas) tendo a roá-las a divida dos Bombeiros Voluntários de Esposende. Em aspa,       dois machados.

Leitura: “ Bombeiros Voluntários de Esposende “. Numa bóia – “ Socorros a náufragos – Incêndio – Saúde “

REVERSO :
Descrição: Em campo pleno, em relevo, o edifício dos Bombeiros.
Leitura: “ Inauguração do Novo Quartel – 25 de Maio de 1986 “


NOTAS : Trabalhamos com base na Medalha N.º 160












domingo, 8 de maio de 2016

RUAS DE ESPOSENDE
V
PRAÇA DO MUNICÍPIO


“ O Melro, na madôrna da tarde, sentado nos bancos de granito da Praça, olhos vagos, ou desfia o cânhamo dum pedaço de cabo de navio ou, descrevendo uma curva sobre as pontas de mamados charutos, pica-os pacientemente para fazer o vinagrinho das suas pitadas … Arrimado ao arco que abre para a Rua Direita, o Tio Bento de japôna ao ombro, o barrete escuro pendente orelha abaixo, aguardava resignado o vintém dos esmoleres … à esquina da cadeia, o Fortuna anotava as franguinhas que passavam e, das mais próprias a encher as vazas, vinha-nos dizer segredeiro, piscando o olho maroto: - Menino aquilo é mesmo oiro do olibes! … Caem serenas as badaladas das trindades, do alto das torres da Matriz e da sineira da Misericórdia. A tarde morre também serena. A pardalada chilrêa assanhada nos quintais e nas magnólias da Praça … junto à porta lateral da Misericórdia, o Frente sacudia a quentura deixada pelo vasto assento do tio Galante no banco de pedra, senta-se para preleccionar a má-língua do burgo … “

Luís Viana, Esposende – 1885


1.ª PRAÇA DO MUNICÍPIO
2.ª PRAÇA CONDE DE CASTRO
3.ª PRAÇA DA REPÚBLICA
4.ª PRAÇA DO MUNICÍPIO

É nesta praça que se encontram os dois grandes eixos viários que, desde o século XVI, cruzam o burgo esposendense. Também é aqui que se concentravam as várias instituições e serviços públicos formando como que o “fórum” da vida da vida concelhia. O seu perímetro era ocupado essencialmente pelos seguintes edifícios; Paços do Município ocupando a frente norte, Igreja da Misericórdia a frente poente, a Casa da Praça a frente sul e a frente nascente, em parte, era ocupada pela velha cadeia, mais tarde substituída pela famosa “Casa Havaneza”.
Esta praça sofreu grandes alterações por volta de 1732 quando se iniciaram as obras do edifício dos Paço Municipal, obras que decorreram até 1758[1]. O seu construtor foi o Mestre Pedreiro Domingos Martins, natural de Gemeses.
Mais tarde, em Agosto de 1852, o espaço em frente ao edifício municipal é transformado em praça, sendo-lhe colocadas umas colunas em granito, trabalhadas por Mestre Vicente Moimenta, natural de Fão[2]. O gradeamento inicial era em ferro e foi trabalhado pelos Esposendenses Manuel Gomes Gaio e Joaquim Gonçalves Nibra[3].
O edifício da Câmara, tal como era descrito em 1925, “… era de boa cantaria, é formada a sua frente por três arcos muito elegantes e mais dois; um do lado nascente e outro do poente, este nas traseiras da Capela da Misericórdia e o primeiro que confronta com a aludida Rua Direita. Tem o rés-do-chão onde se encontram instaladas as seguintes repartições: secretaria judicial, gabinete do chefe da secretaria judicial, aferição de pesos e medidas e repartição da fazenda pública. Onde hoje se encontra o gabinete do chefe da secretaria judicial e aferição de pesos e medidas, já esteve durante algum tempo a cadeia comarcã; como fosse demasiadamente impróprio tal lugar, mesmo porque muitos rapazes passavam às grades da cadeia o seu tempo conversando com os presos, foi retirada para o Hospital Velho, lugar também impróprio. No primeiro andar: Tribunal Judicial, Sala das Sessões da Câmara, gabinete e outras repartições, todas pertencentes à Câmara. Foi restaurado em 1913 – alindado nas arcarias, escadas e entradas para as secretarias com lindos azulejos modernos e mosaicos que lhe impôs um aspecto diversos e interessante “.
Na esquina do nascente desta Praça, fazendo face para a Rua 1,º de Dezembro e Nossa Senhora da Saúde (então Rua 15 de Agosto), levantava-se “… uma torre feita de pedra grossa. Esta torre – Cadeia Velha, tinha duas janelas viradas para a Rua 1.º de Dezembro e duas para a Rua Senhora da Saúde, de 60 cm de largo e 85 de alto, com grades de grossos ferros. No cunhal da esquina possuía o brasão das armas portuguesas feito em pedra, de bastante valor artístico”.
Este edifício entrou em ruína total e não oferecia quer segurança para guardar presidiários quer mesmo condições de salubridade para que aí pudesse viver alguém. Por essa razão foi abandonado e em 19 de Junho de 1922, a Câmara Municipal decidiu proceder à arrematação de parte do terreno onde estava edificada. A base de licitação foi de 600$00 e nesse acto apareceu o Dr. Ramiro de Barros Lima, com procuração do Dr. António de Sousa Ribeiro, que o comprou por 650$00.
A Casa Havaneza abriu as suas portas em 1 de Março de 1928. Pertencia à firma Abreu e C.ª L.da da qual faziam parte o Dr. Artur Barros Lima e José d’Abreu. Era assim descrita “… tem arte e bom gosto este estabelecimento; as suas estantes vitrines e balcão afastam-se do comum dos velhos estabelecimentos do burgo. Vê-se que ali não presidiu o espírito da ganância, mas sim a vontade de agradar ao público e proporcionar-lhe, a par de objectos de útil necessidade, o bem-estar e a impressão nítida do bom gosto dos seus proprietários “.


Durante a minha viagem,
Desde Lisboa a Melgaço,
Nalguns pontos de paragem
Tomei café com “bagaço”

Porém, digo, com franqueza,
Que apenas o encontrei
Bom e soberbo, de lei,
Na sua “Casa Havaneza”

Um forasteiro, 20.9.1940


Dado ser um cruzamento de grande movimento, os governantes desde sempre consideraram ser um local com estrangulamentos que era necessário corrigir.

Na reunião de Câmara de 9 de Junho de 1888 e pelo Presidente do Executivo[4] foi apresentada a seguinte Proposta “… A Praça Municipal se denomine de hoje para o futuro PRAÇA CONDE DE CASTRO[5] e que nela se levante um monumento em cuja base se inscreva o seguinte na face da frente: Ao nobre Conde de Castro a Municipalidade agradecida e nos restantes os melhoramentos que por seu intermédio nos têm sido concedidos e as respectivas datas “.
Para ser levantado este Monumento, e tendo em vista o seu financiamento, a Câmara municipal teve que solicitar autorização à Comissão Distrital de Braga. Esta através do ofício n.º 280 de 6 de Junho informa a Câmara de que não poderia debruçar-se sobre este pedido já que não era conhecedora nem do projecto do monumento, nem dos detalhes e muito menos do seu custo.
Na reunião de Câmara de 22 de Agosto de 1852, era Presidente José Joaquim de Faria Azevedo, procedeu-se à arrematação da obra de pedreiro “… que tem a fazer-se na Praça desta vila, conforme o aprovado”. Manou-se ladrilhar a “Praça que fica defronte ao Paço do Concelho gradiando-se em toda a volta ficando com fojo em frente da entrada da Câmara, outro em frente da entrada da Misericórdia, outro do lado norte e outro do lado sul debaixo dos arcos, cuja obra se mandou por em praça pública”. Lançado o pregão a obra foi adjudicada ao Mestre Pedreiro Vicente Moimenta, natural de Fão, pelo valor de 148$000 reis. Do caderno de encargos constava: “1- Todo o espaço compreendido debaixo da arcada do Paço será ladrilhado de esquadria, sendo a esquadria da entrada toda igual em comprimento e largura, e ficando a parte do poente no nível em que se acha a do nascente, levando em cada uma das entradas do nascente e do poente um quadrado de esquadria para fôjo, que será em todo o comprimento e da largura de cinco palmos, com quatro de fundo; 2 – Todo o espaço da Praça que se acha por ladrilhar será também ladrilhado, encabeçando no ladrilhado velho do lado sul, do lado norte com a fronteira do Paço do Concelho, com rebaixe de quatro polegadas para impedir que as águas entrem para debaixo dos arcos; 3 - Toda a fiada que está em volta da Praça, de norte a sul e do nascente a poente, será demolida, e feita de novo, e por cima desta fiada será feito um paredão de dois palmos de esquadria à fiada, sendo uma por dentro e outra por fora, não admitindo alvenaria, e por cima levará uma cápea de um palmo de grossura e dois e meio de largura sendo limpa e enodada e tendo o paredão dois palmos de largo, de forma que a cápea forme uma faixa de uma polegada do lado de fora e de três do lado de dentro; 4 – No lado nascente, em frente da Misericórdia e no meio do paredão ficará uma entrada de 10 palmos de largo e com um fôjo igual ao da condição primeira, e do lado sul, no meio do paredão em frente às entradas do Paço do Concelho haverá outra entrada da mesma largura e com igual fôjo tendo cada uma destas entradas um pilar de cada lado da grossura do paredão até à altura de quatro palmos, sendo daí para cima de palmo e meio em quadro até à altura de sete palmos incluindo o remate que será pelo modelo presente e levando mais em cada um dos lados da entrada, pelo meio do paredão três pilares iguais aos da entrada e em iguais espaços sendo um a cada canto e dois no meio, e do lado sul levará mais três pilares, também iguais aos outros, sendo um encostado à esquina da Misericórdia, e os outros dois, um de cada lado, da entrada, em iguais espaços; 5 – Os assentos que se acham à face da igreja da Misericórdia, serão demolidos e reformados de novo, sendo feitos em todo o comprimento da igreja, sendo cheios de cima a baixo, ficando semelhantes ao paredão da Praça e o serão também os assentos que se acham à face do Paço do Concelho debaixo da arcaria, e no paredão da Praça do lado sul, tanto no canto do mar como no da terra, levará um buraco que dê livre saída das águas para a rua”.
Para além destas obras foram mandados fazer passeios “… desde a porta principal da Misericórdia até ao canto da Praça … e do dito canto junto à dita Praça e pela Rua Direita … desde a esquina da Cadeia até à casa de Miguel Ribeiro dos Santos”. Esta obra foi entregue ao Mestre Pedreiro António José Fernandes Loureiro, de Esposende.

Em 1917 esta Praça sofreu uma profunda alteração, sendo-lhe retirado o gradeamento que aí existia assim como foram arrancadas as árvores aí plantadas.
As obras entretanto pararam e os Esposendenses não viam com bons olhos o estado degradado a que tinha chegado a praça central de Esposende. Assim na reunião de Câmara de 5 de Janeiro de 1918 foi apresentada a seguinte proposta “ Que o Largo fronteiro ao município seja ajardinado, preterindo-se para melhor oportunidade a sua modificação, atendendo ao grande custo dos materiais”. Curiosamente nesta proposta identificava-se este largo como Praça da República, tal como é chamada em 1919 aquando as obras de calcetamento. Questionado sobre o custo das obras, o Presidente informou que o mesmo era elevado porque o projecto previa que a sua reconstrução fosse feita com “granito de Lisboa” e que só a pedra, colocada em Esposende, rondaria os 200$00 o que era muito para os cofres do município. Nesta mesma reunião foi nomeada uma Comissão específica para aconselhamento dos Melhoramentos Locais, constituída pelo Delegado Procurador da República, Dr. João Caetano da Fonseca Lima e pelo Dr. Alexandre Henriques Torres.
Somente em Abril de 1919 é que se iniciaram os trabalhos de remoção dos lajeados da Praça e se preparou o terreno para o seu ajardinamento. É claro que nada foi concluído e a praça começava dar sinais de abandono. 

Nesta altura a Câmara decidiu reiniciar as obras que estavam paradas desde 1917. Pretendia a Câmara dar-lhe um aspecto semelhante ao que existia antes mas, aproveitar para fazer alguns ajustes de áreas de forma a torná-la mais ampla e, ao mesmo tempo dar amplitude às ruas que aí afluíam.
Em 8 de Fevereiro de 1926 a Câmara mandou arrancar as árvores que estavam na Praça da República e proceder ao nivelamento do passeio que a circundava.
O Presidente da Câmara Valentim Ribeiro da Fonseca manda afixar um Edital, com data de 23 de Novembro de 1926, no qual anunciava que “… pelas 14 horas do dia 13 do próximo mês de Dezembro se há-de proceder, na sala de sessões da Câmara, à arrematação da obra de reconstituição da Praça da República, nesta Vila[6].
Na reunião do executivo municipal de 6 de Dezembro de 1926 e por proposta do seu Presidente foi decidido “… mudar a denominação da Praça da República, antiga Praça Conde de Castro, para PRAÇA DO MUNICÍPIO “.

Em 17 de Fevereiro de 1927 o Presidente informou a Câmara de que para se proceder às obras na Praça do Município era necessário solicitar autorização à Direcção de Estradas de Braga. Foi enviado o projecto das obras a fazer e através do ofício de 27 de Janeiro, a Direcção de Estradas autoriza “… proceder à reconstrução da Praça da República de que faz parte em volta do mesmo um gradeamento assente em pedra, praça esta que confina pelo nascente com a Estrada Distrital N.º 7, ficando o município sujeito às seguintes condições: A obra tinha que ficar a 3,60 m do eixo da estrada; o prazo da obra era de 6 meses “. Uma das exigências daquele organismo era que “ fosse retirado o gradeamento na parte confinante com a estrada, quando seja necessário proceder-se ao alargamento da mesma “.


Na reunião de Câmara de 4 de Maio de 1955 foi deliberado aprovar o projecto referente ao arranjo da Praça “ anexa ao edifício dos Paços do Concelho”. O estudo foi do Arquitecto Francisco Augusto o qual mereceu inteira aprovação quer da Câmara Municipal quer da Comissão de Arte e Arqueologia deste concelho.




[1] - O valor da obra foi de 900$000 reis
[2] - O valor destas colunas foi de 140$000 reis
[3] - O gradeamento custou 1$500 reis
[4] - Ver Proposta apresentada na Rua Narciso Ferreira
[5] - Para conhecer a Biografia de Conde de Castro ver Rua Conde de Castro.
[6] - Edital N.º 56 da Câmara Municipal de Esposende.